DICAS





Então pessoal aqui dedico uma página a dicas de dublagem.
Como se tornar ator/dublador.

COMO POSSO SER DUBLADOR?
R-Simples pessoal.Para ser dublador primeiramente você tem que ser ator,precisa ter o DRT,que é o documento que fala que você é ator.

ONDE POSSO TIRAR O DRT?
R-Para tirar o DRT é necessário fazer um curso técnico em teatro,ou também chamado de artes cênicas, ou também fazer um curso de bacharel em teatro,ou quem já possui experiência pode se submeter ao exame do SATED(Sindicato dos Artistas Técnicos em Diversões), órgão que regulamenta a profissão.

DICA!
R-Pessoal para seguir a profissão de ator e poder trabalhar com dublagem,tem que gostar.Para se tornar realmente um dublador e poder dublar de tudo tem que ter persistência e realmente querer,assim como em qualquer profissão,mas acima de tudo ter dedicação e se empenhar muito.
Apesar de ainda não ser profissional da área,conheço muitos que pensam em ser dubladores somente para dublar Animes,mas o verdadeiro profissional da dublagem dubla de tudo um pouco,desde documentários até filmes,seriados dentre muitos outros além do anime.
O segredo está no coração,em seguir sem ter medo de enfrentar desafios e estar sempre preparado,e nunca esquecer de onde vem o verdadeiro profissional : dos palcos do teatro!

LOCAIS ONDE POSSO FAZER O CURSO DE TEATRO?
R-Você pode procurar o SATED do seu estado.Aqui em São Paulo há muitas escolas de nível técnico como por exemplo o Senac , Macunaíma , Nilton Travesso que são escolas que oferecem a opção de curso técnico e Faculdades/Universidades Faculdade Paulista de Artes (FPA) , Universidade de São Paulo (USP) , Universidade Anhembi Morumbi (UAM) , entre outras,que oferecem a opção de curso bacharel em teatro.
Mais instituições pode ser conferidas no site do SATED/SP.

EXISTE ESCOLA PARA O ATOR SE ESPECIALIZAR EM DUBLAGEM?
R-Sim,em São Paulo existe escolas onde o ator pode se especializar nesta área.
Em São Paulo as escolas mais conhecidas são:
Escola DuBrasil,onde há curso particular, curso livre para iniciantes, curso de especialização para atores e curso infantil.
Universidade de Dublagem,onde há curso básico, curso para crianças e curso intensivo.

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Matéria retirada do site GuiadoAtor.

Dublagem - Dicas

Um campo de trabalho bacana para atores e atrizes é o da dublagem. É uma ótima alternativa para se especializar, já que o Brasil é considerado um dos grandes polos na área. Mas como exatamente é que se torna um dublador? Qual é a sua rotina? Qual é a forma que trabalha? Foi pensando nisso que o Guia do Ator foi conversar com os profissionais de dublagem, para entender melhor sobre mais essa alternativa artística.



Para os que pensam que para entrar nesta área deve-se impreterivelmente começar cedo, Marilú Lima mostra o contrário. “Desde criança quis fazer dublagem, até fiz teatro na adolescência, mas a vida acabou me levando para outro caminho. Trabalho com desenvolvimento de sistemas. Mas aos 25 anos, quando terminei a faculdade, resolvi correr atrás”, relembrou. Ela contou que uma boa dica para os que têm vontade de dublar ou mesmo os profissionais da área é ter como hábito a leitura. “Ler faz com que nossa imaginação funcione melhor. Com a imaginação funcionando, interpretamos melhor”, elucidou. E completou “procure ler em voz alta, de maneira que quem está te ouvindo consiga entender e imaginar também. Isso faz uma grande diferença na hora em que você vai para o microfone”.



Outro exemplo é Rafael Dias Gomes, que entrou para a carreira de dublador no início de 2012. “Em meados de fevereiro, a SP Escola de Teatro inaugurou um curso de extensão cultural focado nesta área que foi intitulado de Dublagem: Conteúdo e Estratégias e ministrado por Herbert Richers Jr.”, contou. No curso, foi simulada diversas vezes a rotina do profissional de dublagem, para que os alunos estivessem preparados para o que os esperaria. “Há essencialmente dois fatores recorrentes: o desconhecimento do texto a ser dublado e o formato no qual a dublagem é feita. Com raras exceções o dublador irá conhecer com antecedência o texto que vai dublar e, na maioria das vezes, estará sujeito à tradução e à direção do roteiro. O segundo fator refere-se ao formato em anéis (ou loops) que determina o tempo e como será feita a gravação”, explicou. E completou “geralmente, o dublador assiste uma vez ao fragmento de cena (20 segundos), posteriormente ensaia uma ou duas vezes e em seguida já deve gravar”.



Mariângela Cantú já dublou diversos papéis, tanto em desenhos, quanto em seriados e novelas. Já emprestou sua voz para Carmen Sandiego, no desenho homônimo dos anos 1990, a professora Márcia em Princesas do Mar, Dra. Grace em Avatar, Miranda em Sex and the City, Sue em Glee, Ann Ewing em Dallas, Adelina na novela Usurpadora, entre muitas outras personagens. Ela contou que começou no ano de 1993, no estúdio Hebert Richers. “O SBT queria vozes novas e abriram para testes. Fiz a audição, esperando pegar apenas uma pontinha na novela Marielena e qual não foi minha surpresa quando soube que peguei a protagonista”, relembrou. E acrescentou “apanhei muito e aprendi muito também. Uma coisa é passar no teste; outra é o dia-a-dia”.



Para se tornar um dublador, é necessário, antes de mais nada, que se seja ator profissional com DRT e fazer um curso especializado em dublagem. Todos os entrevistados tiveram este mesmo discurso. Dias Gomes ainda ilustrou que essa formação é necessária “para que o futuro profissional tenha consciência tanto do que é interpretação, quanto a utilização de técnicas vocais e respiração como ferramentas que darão suporte para o seu trabalho como dublador”. Cantú levantou outro ponto sobre os cursos nessa área: atenção aos picaretas. “Cuidado! Pesquise antes o professor para ver se ele é qualificado para dar aula. Tem gente que diz que é dublador e não é”, alertou.



Dilma Machado entrou para esta área após dois cursos de dublagem; um com Alexandre Lippiani e outro com Newton DaMatta, ambos já falecidos. Desde então, fez diversos trabalhos na área. Dentre os mais famosos estão o hamster Hamtaro do anime homônimo, a Senhorita Belo, secretária do prefeito no desenho As Meninas Super Poderosas, Saranóia em Yin Yang Yo e a princesa Sophie na 4ª temporada do seriado Gossip Girl. Segundo ela, a forma mais comum de trabalho de um dublador é o sistema popularmente conhecido como freelancer. “O dublador não trabalha somente para uma empresa. De acordo com seus horários, ele vai a diferentes empresas quando é escalado pelo diretor de dublagem”, contou.



Flávio Costa é ator de teatro, mas já trabalhou com dublagem. Começou no ramo em 2005, por indicação. “O roteiro é pego na hora e, utilizando técnicas, o dublador sincroniza sua voz fala por fala com o movimento do ‘boneco’, a personagem que está sendo dublada”, explicou sobre a rotina. Ele comentou também que o cachê da dublagem é estabelecido por hora e não por trabalho, como muitos pensam. “Os dubladores mais experientes fazem trechos maiores, o que acaba sendo mais lucrativo para todos, porque ele termina o roteiro mais rápido”, disse.



Sobre o processo em si da dublagem, Dias Gomes explicou que as personagens não servem apenas para sinkar as movimentações dos lábios com as falas. Segundo o ator, eles são “um referencial para toda a criação da dublagem. Como por exemplo, ao observar na personagem o seu tipo físico, os seus trejeitos, o modo como reage etc.”. Acrescentou também que “na dublagem a cena já está pronta. Portanto, este é um referencial extremamente condicionante, mas não limitador, da criação interpretativa do ator-dublador”.



Quanto aos cuidados que o ator deve ter com a voz para ser um dublador, Vladimir Carvalho dá a receita: “evitar falar muito antes das dublagens e bebidas muito quentes, pois prejudicam as cordas vocais. E, durante o processo, beber muito líquido, preferencialmente água”. Carvalho é dublador, mas tem maior experiência em localização de games, como Dead Island e Max Payne 3, outro campo para atores que desejam ser voice actors. É importante ressaltar que localização é uma área diferente da dublagem, bem como a voz original. Apesar de se usar a voz, as criações são feitas de forma diferenciada e o pagamento é outro também.



Para os atores que se interessaram em tornarem-se dubladores, os profissionais deixam diversas dicas. Costa comentou que “quem quer ser dublador deve procurar estar disponível para as escalas, sacar se gosta do trabalho que é muito técnico”. Lima incentivou as pessoas a correrem atrás dessa carreira, mas mantendo o foco na realidade. “Nunca é tarde, porém não vá pensando que é o ‘Fantástico Mundo de Bob’, porque não é fácil entrar nesse meio”, ilustrou de forma divertida. Explicou seu ponto de vista, acrescentando que “existem muitas pessoas no mercado, e cabe a você fazer a diferença. Nesse meio, faça as coisas conforme as leis e regras da dublagem, é importante conhecê-las e segui-las”. Carvalho concorda com Lima, quanto a este diferencial. Segundo ele, a fórmula é “estudar sempre e estar sempre antenado com o mercado, exigente e voraz, e buscar aperfeiçoar-se cada vez mais, pesquisando sobre cursos complementares. E, acima de tudo, amar o que estiver fazendo”. Dias Gomes acredita que esta é uma carreira muito promissora. “O mercado está saturado das mesmas vozes e com uma demanda que cresce exponencialmente a cada dia. Por isso, esse mercado se depara cada vez mais com a urgência de novas vozes, o que evidencia que há espaço para todos”, expôs. Machado aconselha a, “após fazer o curso de dublagem, visite as empresas/casas de dublagem e peça permissão para acompanhar um trabalho de gravação. Esta é uma forma de não ser esquecido”. Por fim, Cantú conclui: “por mais difícil que pareça, não desista do seu sonho!”.



Por Jessica Orsini (em reportagem especial para o Guia do Ator)

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Matéria retirada do site GuiadoAtor.

Como ser dublador?

Essa é a pergunta que eu mais ouço quando vou a eventos de anime. Minha resposta sempre é: se pergunte antes de tudo se você quer ser ator. A legislação brasileira prevê que para se trabalhar tanto com DUBLAGEM quanto com VOZ ORIGINAL você precisa ter o DRT de ator.
Pronto, dito isto eu posso começar a falar sobre um dos processos de voice acting que mais acontecem aqui no Brasil devido ao número de produções estrangeiras que temos na grade das tvs brasileiras. Tudo que vai ao ar na tv aberta deve ser exibido no nosso idioma e parece que as tvs a cabo estão descobrindo que exibir conteúdo dublado faz subir o seu faturamento. Bom, hein?

Apesar de parecer ser um mercado muito promissor pra atores, na prática a coisa não é tão simples assim. A dublagem exige muito boa leitura e interpretação de texto, dicção impecável, habilidade para sincronizar as falas na boca de outro ator, prontidão para resolver cenas com grande carga dramática em muito pouco tempo e disponibilidade vocal para trabalhar tanto em filmes de arte, como blockbusters, animações, infomerciais, documentários, novelas mexicanas, etc.

Um dublador quase nunca sabe no que vai trabalhar. Na maioria das vezes ele sabe que tem uma escala das 14:00 às 16:00 em um estúdio e que depois precisa estar do outro lado cidade para uma escala das 17:00 às 19:30 e por aí vai. Chegando no estúdio o ator de dublagem vai encontrar o diretor de dublagem (que vai cuidar para que a interpretação e o sincronismo estejam de acordo com a proposta do filme, ou série ou desenho que se está dublando), o técnico de áudio (que vai captar sua voz, dar aquela ajudinha com o sinc no pro tools e garantir que sua voz esteja a coisa mais linda de se ouvir), o roteiro traduzido e uma tv pra passar o programa que será dublado. Nem sempre o texto do roteiro está adaptado para dublagem, aí então a criatividade para propor alterações normalmente é muito bem vinda pelos diretores.

Na dublagem existe o compromisso de ser fiel ao que o ator que está na tela já criou. Eu dublei a Kim Bauer de 24 horas, imagino que a Elisha Cuthbert ensaiou as cenas que gravou e teve algum tempo pra pensar em como as interpretaria, eu chegava no estúdio, via o trabalho dela e tinha que dar o meu jeito de chegar o mais próximo da interpretação dela sem ter passado pelo processo que ela passou. O que normalmente acontece quando se dubla é assistir a cena uma vez, ensaiar uma ou duas vezes e depois gravar, se der tudo certo seguimos pro próximo anel ou loop (20 segundos de filme).

Quando comecei a dublar há 15 anos, os "novatos" começavam fazendo estágios nos estúdios de dublagem, ou seja, ficavam assistindo a dublagem dos filmes e séries até a hora em que alguém te colocaria no microfone pra saber se você tinha entendido como funcionava. Hoje em dia há cursos de dublagem especializados e quase não existem mais estúdios em São Paulo que autorizam aspirantes a dubladores assistirem as gravações, então o curso hoje é importante para garantir que você faça um bom teste de dublagem ou registro em alguma casa.

Quem se interessa em trabalhar com isso deve tomar muito cuidado com cursos "engana-trouxa" e gente de má índole que oferece cachês muito abaixo dos que são praticados pelo mercado e deferidos pelos acordos feitos entre Ministério do Trabalho e SATED. Meu conselho pra quem quer começar é: desconfie se o curso de dublagem te oferece um DRT ao término do curso, e antes de aceitar qualquer trabalho se informe no SATED do Rio ou de São Paulo sobre os termos que são praticados atualmente, todo mundo conhece todo mundo nesse ramo e começar a trabalhar aceitando cachês mais baixos do que o piso da tabela do SATED vai queimar seu filme

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Texto retirado do site ig.


Tonico dá dicas para quem quer ser um bom ator:

- "Entender o que está falando, não decorar somente."

- "Não se preocupar com a última palavra da frase, mas com a primeira, a que puxa o raciocínio do diálogo."

- "Conhecer suas limitações, seja no aspecto físico ou filosófico. Vou dar um exemplo embriagante e chulo. Garrincha tinha limitações físicas e fez disso o diferencial que o tornou o melhor da sua área. Para mim, foi melhor que Pelé. E só conseguiu alcançar esta excelência porque entendia suas limitações como pessoa."

- "Ator não tem que se mostrar bonzinho, tem que ser o que é e ponto."

- "Não pertencer a teatro de grupo, porque isso te faz esquecer do mundo."

- “O ator acha que pode tudo, perde a noção do ridículo da situação. Ator tem que cantar como personagem, não deve se arriscar na carreira de cantor só porque acha que tem talento. Tem um monte que fica famoso e fazer musical é coisa para ator, não para cantor”.

- “Galã pode assumir que é gay. Não prejudica a carreira. O que vale é a satisfação pessoal dele. O meu lado é hétero, não é meu caso. É o problema do livre arbítrio de cada um. Não temos o direito de pensar pelos outros, nem pelos nossos filhos”.

- “O mercado é seletivo, ainda que possa promover pessoas sem talento. Mas todo mundo tem possibilidade de ser artista. Aliás, não acho que ator seja artista. Em alguns segundos, no meio de uma carreira de 60 anos, você pode vir a ter uma vírgula que atinja Deus, aí você foi artista”.

- “Se entrar no BBB é seu foco para começar a carreira, vá em frente. Não julgo a força de vontade nem o desespero de ninguém”.

- “O artista não é o cotidiano da vida da pessoa. É uma pretensão horrorosa se definir artista”.

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Entrevista feita pelo site Guia do Ator, com o ator André Grecco, que fala um pouco dos passos para se tornar ator.






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Matéria sobre dublagem - Como começar sua carreira de dublador, publicado no site Locutor do Brasil.

"Atenção você que quer se tornar dublador!
Antes de se matricular em qualquer curso de dublagem siga alguns conselhos que serão de grande utilidade para que você não caia numa armadilha.
1- A primeira providência é pedir o currículo dos professores. Depois de se certificar de que aquelas informações são verdadeiras (ligando para as empresas onde eles afirmam trabalhar) veja se são os próprios a dar as aulas. Avalie atentamente a experiência deles.
2- Peça uma apostila com o programa, as lições e o método de ensino. Se tentarem minimizar a importância desta exigência, desconfie.
3- Peça para assistir a uma aula sem compromisso.
4- Verifique o local onde é ministrado o curso. Avalie as condições técnicas, a salubridade do ambiente, e o conforto oferecido aos alunos.
5- E fique atento quando lhe prometerem registro de ator/atriz. nenhum curso de dublagem pode fornecer. E poucos são os cursos de teatro que estão autorizados. Ninguém pode tirar o registro por você. Denuncie se lhe oferecerem essa “gentileza”.
6- Se durante o curso você for convocado por algum “professor” para dublar em qualquer estúdio, exija o recibo de pagamento pelo seu trabalho. Se você trabalhar e não receber, denuncie ao Sindicato dos Artistas.
1- O que é necessário para se tornar um dublador?
Para se tornar um dublador é necessário saber ler fluentemente em voz alta, saber interpretar, e se souber falar inglês, melhor ainda. – “Meus amigos e minha família dizem que tenho voz bonita…” -Ótimo, mas quem não tiver, terá as mesmas oportunidades de trabalho.
2- Como conseguir o registro de ator/atriz?
Vá até o Sindicato dos Artistas e pegue a relação dos cursos que o próprio sindicato indica. Há cursos com duração de 1 ano, 1 ano e meio, 2 anos; aulas diárias ou 3 vezes por semana. Há o da CAL (Centro de Artes Laranjeiras) sem dúvida o melhor de todos e o mais demorado: 3 anos. Os preços também são variados. Munido do diploma de conclusão volte ao sindicato para obter o Atestado de Capacitação, e vá ao Ministério do Trabalho. Lembre-se: nenhuma empresa de dublagem o aceitará sem esse registro, por mais talento que você demonstre.
3- Como saber se tenho talento?
Sua família e seus amigos próximos são seus maiores incentivadores porque são sua primeira platéia. Você os diverte com imitações. Este é o começo. Pode acreditar nisso. Se você tem o hábito de gravar desenhos animados e filmes para depois ficar imitando a gravação, parabéns! É um grande exercício de interpretação. Continue, não pare. Isso será de grande utilidade no curso de teatro que você vai fazer e posteriormente na dublagem. O imitador quase sempre é um excelente ator. E volto a repetir: as pessoas tímidas podem surpreender pela histrionice quando pegam um papel para interpretar.
4- Terei emprego?
O curso não é uma agência de empregos. Ele ensina a profissão. A cortesia que o curso proporciona é um currículo daqueles que revelam talento, disciplina, dedicação e profissionalismo.
5- Qualquer um pode fazer o curso?
Pode. Mas terá que se submeter à uma avaliação prévia. Ela é individual, simples e rápida. Nenhum bicho de sete cabeças.
6- Quanto posso ganhar por mês?
O seu faturamento vai depender exclusivamente de você. Do seu talento. Da sua disponibilidade. Os dubladores brasileiros sempre têm outras atividades profissionais. Mas há quem se dedique em tempo integral à dublagem. Saiba que você vai trabalhar muito, se exercitar muito não só durante as aulas mas em casa também.


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No portal Dublanet, em resposta a uma pergunta sobre dublagem, Zodja Pereira (dubladora de  Benikiba de Jiraiya, Doutora Sazorian de Goggle V, entre outros) responde:

"Olá ****, o essencial para fazer uma boa dublagem é o conhecimento do ator quanto a interpretação. Esse é o segredo para que o profissional possa "entrar" em cena e não apenas fazer uma imitação do que está na tela. Acho a fã-dublagem interessante para o fã, não para quem quer ser profissional pois corre o risco de criar vícios que podem dar muito trabalho para corrigir. A maioria dos cursos de dublagem tem em média dois a três meses de duração. O da DUBRASIL tem duração de quase um ano e é isso o que possibilita a maioria dos nossos alunos entrarem no mercado mais rapidamente. Concentre-se no seu curso de teatro e procure ser o melhor ator, a partir daí a dublagem será bem mais fácil. "



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Matéria do site Uol , a atriz Eva Wilma fala sobre o ofício do ator:

O ofício de ser ator 

O ator se comunica de corpo e alma inteiros no espaço cênico livre. Eu digo livre porque pode ser no palco, pode ser no picadeiro, pode ser no teatro de rua, pode ser até mesmo numa sala. Mas será sempre um ser humano que se comunica diretamente com outros seres humanos.

O teatro para mim é uma coisa sagrada. Ele pertence ao ator. Embora você passe pelo texto que é a partitura, pelo diretor, que é o maestro, na hora da execução da obra, o ator é pleno em cena aberta. Ele é absoluto. Por isso, dizemos que no teatro, você pode ser um rei, uma princesa, uma mendiga, pode ser tudo. E você reina, no espaço da imaginação e da criatividade. Esta realização é indescritível. Então, a gente diz que o teatro é do ator.

“Quem vive na ilusão de que entrar na televisão
é fácil, primeiro tem que estudar muito.”


No cinema, quem realiza mais é o diretor, porque se filma por cenários. Às vezes, o trabalho começa na cena final do filme, depois passa para a cena do meio. Na televisão também é assim e de uma forma absurdamente rápida. Costumamos dizer brincando que o teatro pertence ao ator, o cinema ao diretor e a televisão, em última análise, pelo menos a TV aberta, ao patrocinador.

A carreira do ator, se colocar em termos percentuais, é constituída de 10% de talento, vocação, intuição; 85% de trabalho, perseverança, esforço, disciplina e muito estudo; e 5% de sorte. O ator tem que aprender seu ofício na escola. Poderá até escolher um bom curso profissionalizante mas o ideal, após a conclusão do Ensino Médio, é prestar vestibular e entrar para a Escola de Arte Dramática – EAD, aqui em São Paulo, que fica na ECA – Escola de Comunicação e Artes, na USP.

Tem que começar por aí, e saber que é uma carreira dificílima, até porque não existe mercado de trabalho. Tem que ter muito idealismo e muito pé no chão. Ao mesmo tempo que faz a faculdade, tem que tentar praticar. Como? Pesquisando os grupos de teatro profissional e alternativos e formando seu próprio grupo de teatro, seja na escola, no clube, em casa... E exercer seu ofício. Tem que praticar.
Então, as pessoas que escrevem “me arranja um papel” e vivem naquela ilusão de que entrar na televisão é muito fácil, primeiro, têm que estudar mesmo e têm que se formar ator, e isto é um sacrifício muito grande em nosso país. E precisam ter consciência de que em nosso mercado há uma guerra de faca e foice. Viver do ofício de ator em nosso país é muito difícil, é muito complicado. Aqueles que sobrevivem disto são heróis. E eu me coloco entre eles e tenho muito orgulho disso. De ter conseguido sobreviver, muitas vezes até como arrimo de família, exclusivamente do meu ofício de atriz.

Mas a custa do quê? De muitas vezes ter feito teatro e televisão simultaneamente. De encarar a dupla, a tripla e a quádrupla jornada de trabalho e mantendo a seriedade. Em 1976, às vésperas da TV Tupi falir, eu me propus a produzir uma peça, pela primeira vez, de minha iniciativa. Porque até então eu tinha co-produzido circunstancialmente. Eu queria estrear com um texto que me falasse à alma. Não consegui texto brasileiro porque nós ainda estávamos em plena censura e a maioria dos bons autores brasileiros censurados. Em minhas mãos caiu o "Esperando Godot", de Beckett, na tradução de Flávio Rangel. Imediatamente me apaixonei. O texto tem a poética do circo, tem a essência do teatro do absurdo, que fala sobre o nada, mas que mantém acesa a utopia. Porque um texto que fala que o Godot não veio hoje, mas vem amanhã sem falta. A palavra Godot vem de Deus, God, e é unida também com Charlô, de Charles Chaplin.

É por aí que Beckett inventou este personagem que na peça não aparece e a gente passa o tempo todo esperando. Este God, tão poético como os personagens todos que o Chaplin criou. Durante todo o espetáculo espera-se por ele e vem sempre um emissário que diz: “O senhor Godot mandou dizer que não pode vir hoje, mas que virá amanhã sem falta”.

A idéia de montar o texto inteiramente com mulheres foi a primeira no mundo. Convidei Lílian Lemmertz para minha parceira, e nos convidamos Antunes Filho para dirigir e Marcos Franco para co-produzir conosco. Contratamos duas atrizes geniais, Lélia Abramo e Maria Iuma. Sem conseguirmos casa de espetáculo em São Paulo e no Rio, nas datas que desejávamos, resolvemos estrear em Brasília. Tenho a grata lembrança, em meus recortes de como a imprensa saudou o nosso espetáculo. Uma das manchetes era “As flores e frutos de Eva”. Eles estavam se referindo à ousadia da concepção do nosso espetáculo.

“Evoluir enquanto ator é não permitir que seu trabalho
se cristalize e vire uma mesmice.”


O nosso Esperando Godot equivalia ao Esperando a Democracia. Até mesmo o texto do Antunes, no programa da peça, se entitulava Esperando a Democracia. Isto em maio de 1977, em Brasília, foi um acontecimento! Durante toda a semana, o público lotou o teatro, os estudantes vibraram.

De Brasília voamos direto para Manaus e de lá viemos descendo. Tínhamos o apoio de passagem para a equipe, transporte para cenários e os teatros agendados. E só. Em todas as cidades, eu me dirigia à Secretária de Cultura para pedir a estadia. Éramos uma equipe de nove pessoas. Fizemos 17 capitais e mais 13 cidades. Em quase todos os lugares, consegui estadia total. Houve uma só cidade, João Pessoa, na Paraíba, em que o secretário pediu em troca três palestras para os grupos de teatro locais.
Considerei como um presente a mais, esta grande troca. Hoje, existe lá um grupo famoso no mundo com um espetáculo chamado “Vau da Sarapalha”. Foi premiado no exterior. É um grupo idealista formado por atores que, provavelmente, para ganhar a vida, têm que exercer outros ofícios também.
Então, o que é ser ator? Ser ator é isto. É essa batalha toda. É se equilibrar na corda bamba mesmo.




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Matéria retirada do blog Vida Encena.

Todo ator precisa saber...

O que todo ator (de teatro, mais especificamente) em formação deve saber a respeito da profissão? Aqui vai uma lista de informações que eu acho imprescindíveis para qualquer ator. De dicas de conduta até regrinhas básicas:

- O ator deve sempre ter em mente que está ali por causa do público:
O teatro é composto por um tripé: ator, espetáculo e público. Sem atores não há espetáculo, sem espetáculo não há público e sem público não há teatro. E a maior motivação para um ator de teatro deve, sempre, ser o público!

- O ator deve ter senso de hierarquia e respeito aos colegas de trabalho:
Por mais absurdo que pareça, quando escreveu o texto, o autor sabia exatamente o que queria. O diretor, por mais louco que possa parecer, também sabe o que está fazendo. E se um ator não concorda com o trabalho que está sendo desenvolvido, é preferível que abandone o projeto. Não há personagem pequeno, mas sim atores de egos inflados. Portanto, trate seus colegas de cena como semelhantes localizados no mesmo degrau da hierarquia teatral. Sem alguém para cuidar dos figurinos, montar o cenário, operar o som e luz o espetáculo fica prejudica. Logo, respeite os profissionais dessas áreas, pois o ator depende e muito deles. Ou seja, respeito é bom e todo mundo gosta e há se respeitar os que estão à frente do trabalho.

- O ator deve ser profissional:
Não é porque a sociedade discrimina o artista dizendo que o que fazemos não é trabalho, que devemos dar razão a eles. Arte é trabalho sim e ator rala pra caramba! Um ator deve ser responsável, dedicado, pontual e proficiente. É louvável ainda que ele possua garra, determinação e empenho.

- O ator deve decorar o texto e não esbarrar no cenário:
Isso é básico! Um ator sem o texto decorado é um pintor sem pincel ou pedreiro sem pá. E quando se está em cena, é o personagem e este conhece muito bem todo o espaço, logo não esbarra na cenografia.

- O ator deve ter autocrítica:
Saber admitir quando fez alguma besteira é um bom começo.

- Humilde acima de tudo:
A humildade deve estar sempre presente na vida de um ator. Por mais elogios que ele possa ouvir, é preciso estar ciente de quando estão exagerando e, principalmente, do quanto se pode melhorar SEMPRE! E cá entre nós, estrelismo não leva ninguém a lugar nenhum.

- Ator normalmente não tem vida pessoal, familiar ou sentimental:
A vida é cheia de escolhas! E quando se escolhe essa carreira, é preciso ter consciência de que terá de abrir mão de baladas com os amigos, viagens e almoços/jantares com a família porque precisa decorar texto, ensaiar e dormir bem.

- Todo ator deve ler:
A leitura enriquece o vocabulário, instiga a imaginação e melhora a capacidade de compreensão.

- O ator não deve ter medo de ser ridículo:
Se um ator tem medo do ridículo, então ele não é um bom ator.

- É sempre uma boa ensaiar descalço:
Para adquirir movimentos mais leves e apropriados com os pés, nunca se deve ensaiar de sapatos. Ensaiando descalço, o ator certamente constatará os bons resultados que isso proporciona. Inclusive pela troca de energia que ocorre entre o ator e o tablado.

- O ator deve saber o que fazer com as mãos em cena:
Cada movimento em cena deve ter uma razão de ser, uma motivação. Nada, absolutamente nada deve ser por acaso ou sem propósito. Há de se lembrar ainda que não se deve esconder as mãos, seja cerrando os punhos ou colocando as mãos em bolsos do figurino.

Por último... Você é ator, diretor, autor ou produtor de teatro? Então pare de reclamar dos problemas do teatro e apenas faça-o funcionar. Estamos tão mal acostumados a falar dos problemas do teatro: a falta de dinheiro, a falta de incentivo, a baixa venda de ingressos... E por aí vai! Mas essa “crise” provavelmente, existe desde Téspis!

Ouso propor que ao invés de reclamar sempre das mesmas coisas, busquemos entender os problemas, lidar com eles e principalmente resolvê-los.

Porque será que o público de teatro é cada vez mais escasso? Será que estamos abordando os temas que eles gostariam que abordássemos? Que tal tentar agradar a plateia dando-lhes o que eles querem ao invés de reclamar da falta de interesse deles?





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